<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><!DOCTYPE article  PUBLIC "-//NLM//DTD Journal Publishing DTD v3.0 20080202//EN" "http://dtd.nlm.nih.gov/publishing/3.0/journalpublishing3.dtd"><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" dtd-version="3.0" xml:lang="en" article-type="research article"><front><journal-meta><journal-id journal-id-type="publisher-id">OALibJ</journal-id><journal-title-group><journal-title>Open Access Library Journal</journal-title></journal-title-group><issn pub-type="epub">2333-9705</issn><publisher><publisher-name>Scientific Research Publishing</publisher-name></publisher></journal-meta><article-meta><article-id pub-id-type="doi">10.4236/oalib.1102398</article-id><article-id pub-id-type="publisher-id">OALibJ-69192</article-id><article-categories><subj-group subj-group-type="heading"><subject>Articles</subject></subj-group><subj-group subj-group-type="Discipline-v2"><subject>Biomedical&amp;Life Sciences</subject><subject> Business&amp;Economics</subject><subject> Chemistry&amp;Materials Science</subject><subject> Computer Science&amp;Communications</subject><subject> Earth&amp;Environmental Sciences</subject><subject> Engineering</subject><subject> Medicine&amp;Healthcare</subject><subject> Physics&amp;Mathematics</subject><subject> Social Sciences&amp;Humanities</subject></subj-group></article-categories><title-group><article-title>
 
 
  Analytical Procedures and Method Validation for Determination of Chlorimuron Ethyl in Sediments
 
</article-title></title-group><contrib-group><contrib contrib-type="author" xlink:type="simple"><name name-style="western"><surname>Ramom</surname><given-names>Rachide Nunes</given-names></name><xref ref-type="aff" rid="aff1"><sup>1</sup></xref><xref ref-type="corresp" rid="cor1"><sup>*</sup></xref></contrib><contrib contrib-type="author" xlink:type="simple"><name name-style="western"><surname>Bruno</surname><given-names>Henrique Froes Santos</given-names></name><xref ref-type="aff" rid="aff2"><sup>2</sup></xref></contrib><contrib contrib-type="author" xlink:type="simple"><name name-style="western"><surname>Maria</surname><given-names>Ol&amp;#237;mpia de Oliveira Rezende</given-names></name><xref ref-type="aff" rid="aff1"><sup>1</sup></xref></contrib></contrib-group><aff id="aff1"><addr-line>University of S&amp;amp;#227;o Paulo, S&amp;amp;#227;o Carlos Institute of Chemistry, S&amp;amp;#227;o Carlos, Brazil</addr-line></aff><aff id="aff2"><addr-line>School of Engineering of S&amp;amp;#227;o Carlos, S&amp;amp;#227;o Carlos School of Engineering, S&amp;amp;#227;o Carlos, Brazil</addr-line></aff><author-notes><corresp id="cor1">* E-mail:<email>ramomrachide@gmail.com(RRN)</email>;</corresp></author-notes><pub-date pub-type="epub"><day>30</day><month>04</month><year>2016</year></pub-date><volume>03</volume><issue>04</issue><fpage>1</fpage><lpage>12</lpage><history><date date-type="received"><day>4</day>	<month>April</month>	<year>2016</year></date><date date-type="rev-recd"><day>accepted</day>	<month>18</month>	<year>April</year>	</date><date date-type="accepted"><day>21</day>	<month>April</month>	<year>2016</year></date></history><permissions><copyright-statement>&#169; Copyright  2014 by authors and Scientific Research Publishing Inc. </copyright-statement><copyright-year>2014</copyright-year><license><license-p>This work is licensed under the Creative Commons Attribution International License (CC BY). http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/</license-p></license></permissions><abstract><p>
 
 
   
   The present work describes the validation of an analytical method for chromatographic determination of chlorimuron ethyl herbicide (compound of sulphonylurea group) in sediments, in according with Brazilian legislation, following the guidance and normative documents of INMETRO (DOQ-CGCRE-008) and ANVISA (Resolution RE no. 899-2003). The results show that the chromatographic method demonstrated to be selective, accurate, precision and linear over the concentration range of 5.0 - 1000.0 μg&#183;L
   <sup style="line-height:1.5;">﹣1</sup>
   . Besides, limits of quantitation and determination were satisfactory, 29.48 and 8.84 μg&#183;L
   <sup style="line-height:1.5;">﹣1</sup>
   , both determined by calibration curve. The method proposed also showed good results for assays of recovery, with confidence intervals between 80 and 100%, approximately, with accuracy and precision. 
  
 
</p></abstract><kwd-group><kwd>Chlorimuron Ethyl</kwd><kwd> Sulphonylurea</kwd><kwd> Validation of Analytical Method</kwd><kwd> HPLC-UV</kwd></kwd-group></article-meta></front><body><sec id="s1"><title>1. Introduction</title><p>O aumento crescente na demanda por alimentos e insumos agr&#237;colas tem impulsionado a utiliza&#231;&#227;o cada vez maior de pesticidas. Plantas, insetos, bact&#233;rias e outros organismos s&#227;o uma parte natural de um ecossistema. No ambiente, esses organismos podem ser ben&#233;ficos de muitas maneiras mas, tamb&#233;m, podem se tornar uma praga. Nas pr&#225;ticas agr&#237;colas as ervas daninhas, pulg&#245;es, larvas, entre outros, s&#227;o exemplos de interferentes naturais que precisam ser controlados. Este controle geralmente se d&#225; pelo uso de pesticidas [<xref ref-type="bibr" rid="scirp.69192-ref1">1</xref>] [<xref ref-type="bibr" rid="scirp.69192-ref2">2</xref>] .</p><p>Dentre as classes de pesticidas, destacam-se os herbicidas. Atualmente, 12.2% do mercado de herbicidas pertence ao grupo qu&#237;mico das sulfonilureias, que ocupa o segundo lugar no setor [<xref ref-type="bibr" rid="scirp.69192-ref3">3</xref>] .</p><p>A estrutura geral das sulfonilureias baseia-se na f&#243;rmula R<sub>1</sub>-SO<sub>2</sub>-NH-CO-NH-R<sub>2</sub>, em que o substituinte R<sub>1</sub> pode ser uma cadeia alif&#225;tica, arom&#225;tica ou um grupo heteroc&#237;clico conectado por uma ponte sulfonilureia ao substituinte R<sub>2</sub>, que pode ser uma pirimidina ou triazina heteroc&#237;clica [<xref ref-type="bibr" rid="scirp.69192-ref4">4</xref>] .</p><p>Neste trabalho, a sulfonilureiaestudada foi o o etilclorimuron (<xref ref-type="fig" rid="fig1">Figure 1</xref>), herbicida largamente utilizado no controle de ervas daninhas em planta&#231;&#245;es de soja. No Brasil, o herbicida etilclorimuron foi licenciado pelo governo federal h&#225; 27 anos, conforme registrado no Di&#225;rio Oficial da Uni&#227;o, passando a ser de uso permitido em atividades agropecu&#225;rias [<xref ref-type="bibr" rid="scirp.69192-ref5">5</xref>] .</p><p>Na an&#225;lise de impactos ambientais os sedimentos s&#227;o de relevante import&#226;ncia, pois atuam como dep&#243;sitos de muitas subst&#226;ncias qu&#237;micas, especialmente os elementos t&#243;xicos e compostos org&#226;nicos, tais como os pesticidas. Sedimentos s&#227;o camadas de part&#237;culas minerais e org&#226;nicas, frequentemente de granulometria fina, encontradas em contato com os corpos de &#225;guas naturais como lagos, rios e oceanos [<xref ref-type="bibr" rid="scirp.69192-ref1">1</xref>] .<sup> </sup></p><p>Nas &#250;ltimas d&#233;cadas, diversas t&#233;cnicas anal&#237;ticas t&#234;m sido utilizadas no isolamento e quantifica&#231;&#227;o de pesticidas. Dentre estas, a cromatografia vem sendo empregada na determina&#231;&#227;o de herbicidas e seus metab&#243;litos em matrizes ambientais: solo, &#225;gua, sedimentos etc. [<xref ref-type="bibr" rid="scirp.69192-ref6">6</xref>] .</p><p>Separa&#231;&#245;es dif&#237;ceis s&#227;o, geralmente, alcan&#231;adas mais facilmente pela cromatografia l&#237;quida de alta efici&#234;ncia (HPLC). Mesmo apresentando limita&#231;&#245;es como alto custo de instrumenta&#231;&#227;o e opera&#231;&#227;o, a cromatografia l&#237;quida tem sido cada vez mais usada em an&#225;lises de res&#237;duos de pesticidas devido a sua versatilidade. Pode ser aplicada para compostos org&#226;nicos e inorg&#226;nicos, i&#244;nicos ou covalentes [<xref ref-type="bibr" rid="scirp.69192-ref7">7</xref>] .</p><p>Quando se trabalha com cromatografia e se pensa em verificar se um determinado resultado &#233; confi&#225;vel ao analito, todo sistema ao redor dessem&#233;todo deve ter, tamb&#233;m, algum sentido de confiabilidade. Ter um m&#233;todo enquadrado em um n&#237;vel de valida&#231;&#227;o significa agregar confian&#231;a e credibilidade aos dados obtidos [<xref ref-type="bibr" rid="scirp.69192-ref8">8</xref>] [<xref ref-type="bibr" rid="scirp.69192-ref9">9</xref>] .</p><p>Validar um m&#233;todo anal&#237;tico &#233; dar ao mesmocredibilidade e confian&#231;a. No caso de um sistema de an&#225;lise de subst&#226;ncias qu&#237;micas, a valida&#231;&#227;o objetiva, principalmente, assegurar que o sistema funcione adequadamente dentro das condi&#231;&#245;es de an&#225;lise para as quais foi validado [<xref ref-type="bibr" rid="scirp.69192-ref9">9</xref>] .</p><p>O processo de valida&#231;&#227;o pode ser regido por documentos orientativos e/ou normativos publicado por &#243;rg&#227;os e autarquias governamentais. Neste trabalho, os crit&#233;rios de valida&#231;&#227;o ser&#227;o discutidos em conformidade a dois documentos ligados a &#243;rg&#227;os federais do governo brasileiro: o INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) [<xref ref-type="bibr" rid="scirp.69192-ref10">10</xref>] e a ANVISA (Ag&#234;ncia Nacional de Vigil&#226;ncia Sanit&#225;ria) [<xref ref-type="bibr" rid="scirp.69192-ref11">11</xref>] .</p><p>Assim, o presente trabalho teve como objetivo validar um m&#233;todo anal&#237;tico para determina&#231;&#227;o cromatogr&#225;fica do herbicida etilclorimuron, composto da classe das sulfonilureias, em sedimentos. Foram avaliados os seguintes par&#226;metros: seletividade, linearidade, faixas de trabalho e lineares, limites de detec&#231;&#227;o e quantifica&#231;&#227;o, sensibilidade, recupera&#231;&#227;o, precis&#227;o e robustez.</p></sec><sec id="s2"><title>2. Parte Experimental</title><sec id="s2_1"><title>2.1. Materiais</title><p>Para o preparo das solu&#231;&#245;es foram utilizadas vidrarias e acess&#243;rios volum&#233;tricos Classe A da marca Carvalhaes (Porto Alegre, Brasil) calibrados conforme crit&#233;rios da norma ISO 17.025 pela empresa ELUS Instrumenta&#231;&#227;o (S&#227;o Paulo, Brasil), que &#233; credenciada pelo INMETROe acreditada pela RBC (Rede Brasileira de Calibra&#231;&#227;o) [<xref ref-type="bibr" rid="scirp.69192-ref12">12</xref>] .</p><fig id="fig1"  position="float"><label><xref ref-type="fig" rid="fig1">Figure 1</xref></label><caption><title> Estrutura qu&#237;mica do herbicida etilclorimuron</title></caption><graphic mimetype="image"   position="float"  xlink:type="simple"  xlink:href="http://html.scirp.org/file/69192x7.png"/></fig><p>O padr&#227;o anal&#237;tico do herbicida etilclorimuron (CAS 90982-32-4), 97% m/m (Sigma-Aldrich, Alemanha), foi determinado e quantificado via cromatografia l&#237;quida de alta efici&#234;ncia com detector de ultravioleta (HPLC-UV). Nas determina&#231;&#245;es cromatogr&#225;ficas utilizou-se um equipamento Shimadzu (Kioto, Jap&#227;o), modelo SCL-10A com: detector UV-Vis SPD-20A, degaseificador DGU-20A5, bomba LC-20AT e sistema de controle CBM-20A.</p><p>Para determina&#231;&#227;o da seletividade, o espectro de UV-Vis do herbicida etilclorimuron foi obtido em um espectrofot&#244;metro Jasco V630 (Oklahoma, Estados Unidos).</p></sec><sec id="s2_2"><title>2.2. Amostragem Dos Sedimentos</title><p>As amostras de sedimento analisadas foram coletadas em corpos d’&#225;gua l&#234;nticos distribu&#237;dos em tr&#234;s ambientes distintos ao longo de uma paisagem agr&#237;cola. A amostragem foi realizada em po&#231;as, brejos, lagoas, dutos e canaletas e reservat&#243;rios, entre outros. A regi&#227;o analisada pertence ao entorno da cidade de Lu&#237;s Ant&#244;nio, S&#227;o Paulo (SP), Brasil.As coletas foram realizadas de acordo com o Guia Nacional de Coleta e Preserva&#231;&#227;o de Amostras da Ag&#234;ncia Nacional de &#193;guas (ANA) e Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental(CETESB) [<xref ref-type="bibr" rid="scirp.69192-ref14">14</xref>] .</p><p>As amostras foram nomeadas em fun&#231;&#227;o do uso dado ao solo (<xref ref-type="fig" rid="fig2">Figure 2</xref>):</p><fig id="fig2"  position="float"><label><xref ref-type="fig" rid="fig2">Figure 2</xref></label><caption><title> Munic&#237;pio de Lu&#237;s Ant&#244;nio (SP), indicando as regi&#245;es onde foram realizadas as amostragens dos sedimentos: zona agr&#237;cola (ZA), zona pecu&#225;ria (ZP) e esta&#231;&#227;o ecol&#243;gica (EE)</title></caption><graphic mimetype="image"   position="float"  xlink:type="simple"  xlink:href="http://html.scirp.org/file/69192x8.png"/></fig><p>i. Zona Agr&#237;cola (ZA): ambiente de cultivo extensivo e latifundi&#225;rio de cana-de-a&#231;&#250;car al&#233;m de outras culturas rotativas de menor import&#226;ncia econ&#244;mica (47 pontos de coleta);</p><p>ii. Zona Pecu&#225;ria (ZP): ambiente de pastagem para o gado de corte e leiteiro. Regi&#227;o localizada na conflu&#234;ncia com o per&#237;metro urbano adjacent (20 pontos de coleta);</p><p>iii. Esta&#231;&#227;o Ecol&#243;gica (EE): ambiente de refer&#234;ncia com reduzida a&#231;&#227;o antr&#243;pica, coberto por cerrad&#227;o, mata estacional semi-dec&#237;dua, localizado na Esta&#231;&#227;o Ecol&#243;gica e Experimental de Jata&#237; (17 pontos de coleta).</p><p>As escolha destes diferentes tipos de sedimentos deveu-se &#224;s propriedades e caracter&#237;sticas distintas dessas matrizes anal&#237;tico-ambientais. A fim de verificar a influ&#234;ncia das caracter&#237;sticas f&#237;sicas e qu&#237;micas dos sedimentos na valida&#231;&#227;o do m&#233;todo, determinaram-se as propriedades: umidade, capacidade de troca cati&#244;nica (CTC), classe textural, teores de mat&#233;ria org&#226;nica (MO) e de &#225;cidos h&#250;micos (AH). Para isso seguiram-se as metodologias sugeridas pela EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu&#225;ria) e pela Sociedade Internacional de Subst&#226;ncias H&#250;micas (IHSS) [<xref ref-type="bibr" rid="scirp.69192-ref15">15</xref>] .</p></sec><sec id="s2_3"><title>2.3. Valida&#231;&#227;o Do M&#233;todo Anal&#237;tico</title><sec id="s2_3_1"><title>2.3.1. Par&#226;metros Cromatogr&#225;ficos</title><p>Os par&#226;metros cromatogr&#225;ficos em valida&#231;&#227;o foram selecionados ap&#243;s testes preliminares. S&#227;o eles:</p><p>i. Coluna: RP-18 5 um de 250 &#215; 4.6 mm (Agilent Zorbax, Estados Unidos);</p><p>ii. Composi&#231;&#227;o da fase m&#243;vel: 60% de CH<sub>3</sub>CN + 40% de solu&#231;&#227;o H<sub>3</sub>PO<sub>4</sub> 0.1%;</p><p>iii. Elui&#231;&#227;o isocr&#225;tica;</p><p>iv. Fluxo da fase m&#243;vel: 1.4 mL∙min<sup>−1</sup>;</p><p>v. pH<sub>Solu&#231;&#227;o da Fase M&#243;vel/H3PO4</sub>: 2.0;</p><p>vi. pH<sub>Fase M&#243;vel/CH3CN + H3PO4</sub>: 2.7;</p><p>v. Volume de inje&#231;&#227;o: 20.0 μL (volume da al&#231;a do injetor);</p><p>vi. Comprimento de onda do detector UV: 235 nm;</p><p>vii. Tempo de an&#225;lise: 4 min.</p></sec><sec id="s2_3_2"><title>2.3.2. Preparo Da Solu&#231;&#227;o Estoque E Solu&#231;&#245;es Iniciais</title><p>A partir do padr&#227;o anal&#237;tico do herbicida etilclorimuron (s&#243;lido) preparou-se um volume de 100.0 mL de uma solu&#231;&#227;o estoque com concentra&#231;&#227;o de 100.0 mg∙L<sup>−1</sup> em acetonitrila (Tedia, Brasil).</p><p>A partir desta solu&#231;&#227;o estoque foram preparadas duas solu&#231;&#245;es iniciais com volume de 10.0 mL e concentra&#231;&#245;es de 10.0 mg∙L<sup>−1</sup> (solu&#231;&#227;o S<sub>i</sub>) e 1.0 mg∙L<sup>−1</sup> (solu&#231;&#227;o S<sub>ii</sub>).</p></sec><sec id="s2_3_3"><title>2.3.3. Seletividade</title><p>Os ensaios de seletividade foram avaliados por meio da compara&#231;&#227;o dos resultados obtidos em amostras isentas da subst&#226;ncia de interesse (etilclorimuron) e dos sedimentos adicionados do analito.</p><p>Os ensaios para an&#225;lise da seletividade foram realizados em duas etapas. Na primeira, o herbicida etilclorimuron (solu&#231;&#227;o inicial S<sub>ii</sub>) foi determinado por HPLC-UV seguindo os par&#226;metros cromatogr&#225;ficos em valida&#231;&#227;o. Na segunda etapa, repetiu-se o mesmo procedimento na an&#225;lise dos sedimentos extra&#237;dos em acetonitrila.</p><p>Para obten&#231;&#227;o do extrato dos sedimentos, adicionou-se 1 g de sedimento em 10 mL de acetonitrila. O conte&#250;do foi mantido sob agita&#231;&#227;o orbital durante 30 minutos e, em seguida, a matriz foi isolada e a solu&#231;&#227;o purificada em filtro de seringa de celulose regenerada (Sartoriuns Stedim, Alemanha).</p></sec><sec id="s2_3_4"><title>2.3.4. Linearidade</title><p>A linearidade foi determinada pela curva anal&#237;tica, igual a<inline-formula><inline-graphic xlink:href="http://html.scirp.org/file/69192x9.png" xlink:type="simple"/></inline-formula>. Para constru&#231;&#227;o da curva prepararam-se 10 solu&#231;&#245;es com diferentes concentra&#231;&#245;es: 0.1; 0.5; 1.0; 5.0; 50.0; 100.0; 250.0; 500.0; 750.0 e 1000.0 μg∙L<sup>−1</sup> [<xref ref-type="bibr" rid="scirp.69192-ref10">10</xref>] [<xref ref-type="bibr" rid="scirp.69192-ref11">11</xref>] .</p></sec><sec id="s2_3_5"><title>2.3.5. Faixa De Trabalho e Faixa Linear</title><p>A faixa de trabalho compreendeu o intervalo entre a menor e a maior concentra&#231;&#227;o determinada pelo m&#233;todo via an&#225;lise da linearidade.</p><p>As faixas lineares foram os intervalos contidos na faixa de trabalho que corresponderam a uma tend&#234;ncia linear &#250;nica, al&#233;m de apresentar par&#226;metros lineares melhores que os da curva anal&#237;tica atribu&#237;da a faixa de trabalho. Ou seja, s&#227;o adotadas as faixas lineares se estas apresentam curvas anal&#237;ticas com valores mais adequados de r, LOD e LOQ para o m&#233;todo anal&#237;tico, se comparados aos mesmos par&#226;metros para a faixa de trabalho.</p></sec><sec id="s2_3_6"><title>2.3.6. Limite De Detec&#231;&#227;o E De Quantifica&#231;&#227;o</title><p>Os limites de detec&#231;&#227;o e quantifica&#231;&#227;o (LOD e LOQ) foram calculados a partir dos par&#226;metros lineares da curva anal&#237;tica. Para isso, utilizaram-se as seguintes equa&#231;&#245;es:</p><disp-formula id="scirp.69192-formula1195"><graphic  xlink:href="http://html.scirp.org/file/69192x10.png"  xlink:type="simple"/></disp-formula><disp-formula id="scirp.69192-formula1196"><graphic  xlink:href="http://html.scirp.org/file/69192x11.png"  xlink:type="simple"/></disp-formula><p>em que: S<sub>a</sub> &#233; o desvio-padr&#227;o de a (coeficiente angular) e b &#233; o intercepto (coeficiente linear) [<xref ref-type="bibr" rid="scirp.69192-ref10">10</xref>] [<xref ref-type="bibr" rid="scirp.69192-ref11">11</xref>] .</p></sec><sec id="s2_3_7"><title>2.3.7. Sensibilidade</title><p>A sensibilidade do m&#233;todo foi determinada utilizando a equa&#231;&#227;o da reta obtida para a faixa de trabalho e, caso ocorra, para as faixas lineares.</p><p>Segundo orienta&#231;&#227;o do INMETRO, a sensibilidade &#233; obtida pelo coeficiente angular da curva anal&#237;tica (termo a da equa&#231;&#227;o da reta) [<xref ref-type="bibr" rid="scirp.69192-ref10">10</xref>] .</p></sec><sec id="s2_3_8"><title>2.3.8. Recupera&#231;&#227;o Do M&#233;todo―Exatid&#227;o</title><p>Os ensaios para recupera&#231;&#227;o foram realizados de acordo com as orienta&#231;&#245;es do INMETRO. A metodologia utilizada na determina&#231;&#227;o da recupera&#231;&#227;o &#233; a mesma descrita pela ANVISA para determina&#231;&#227;o da exatid&#227;o. Segundo o INMETRO, a exatid&#227;o deve ser avaliada numericamente por meio da recupera&#231;&#227;o.</p><p>Para verificar a recupera&#231;&#227;o/exatid&#227;o foram adicionados 10.0 mL de solu&#231;&#227;o do herbicida em 1.0 g de sedimento. Foram realizados ensaios com amostras fortificadas, seguindo as recomenda&#231;&#245;es da ANVISA, avaliando 3 concentra&#231;&#245;es (baixa, m&#233;dia e alta) com 3 r&#233;plicas cada. As concentra&#231;&#245;es do herbicida analisadas foram: 10.0, 100.0 e 1000.0 μg∙L<sup>−1</sup>.</p><p>Por meio das &#225;reas obtidas, calculou-se a recupera&#231;&#227;o/exatid&#227;o do m&#233;todo:</p><disp-formula id="scirp.69192-formula1197"><graphic  xlink:href="http://html.scirp.org/file/69192x12.png"  xlink:type="simple"/></disp-formula><p>em que: R(%) &#233; o percentual de recupera&#231;&#227;o, A<sub>f</sub> &#233; a &#225;rea do pico cromatogr&#225;fico da amostra fortificada, A<sub>n</sub> &#233; a &#225;rea do pico cromatogr&#225;fico da amostra n&#227;o fortificada e A<sub>p</sub> &#233; a &#225;rea do pico cromatogr&#225;fico do padr&#227;o anal&#237;tico [<xref ref-type="bibr" rid="scirp.69192-ref10">10</xref>] [<xref ref-type="bibr" rid="scirp.69192-ref11">11</xref>] .</p></sec><sec id="s2_3_9"><title>2.3.9. Precis&#227;o</title><p>A precis&#227;o foi analisada com base nos resultados obtidos na an&#225;lise da recupera&#231;&#227;o do m&#233;todo. De acordo com o INMETRO e a ANVISA, a precis&#227;o deve ser avaliada pelo coeficiente de varia&#231;&#227;o (CV), calculado pela equa&#231;&#227;o abaixo apresentada.</p><disp-formula id="scirp.69192-formula1198"><graphic  xlink:href="http://html.scirp.org/file/69192x13.png"  xlink:type="simple"/></disp-formula><p>em que: CV &#233; o coeficiente de varia&#231;&#227;o, M<sub>A</sub> &#233; a m&#233;dia das &#225;reas dos picos cromatogr&#225;ficos obtidos e S<sub>A</sub> &#233; o seu respectivo desvio-padr&#227;o [<xref ref-type="bibr" rid="scirp.69192-ref10">10</xref>] [<xref ref-type="bibr" rid="scirp.69192-ref11">11</xref>] .</p></sec><sec id="s2_3_10"><title>2.3.10. Robustez</title><p>Conforme orientado pelo INMETRO, a robustez do m&#233;todo foi determinada via teste estat&#237;stico de Youden. Os par&#226;metros analisados s&#227;o referentes &#224; fase m&#243;vel e foram aqueles recomendados pela ANVISA, a saber:</p><p>i. pH: 2.0 e 2.2;</p><p>ii. Composi&#231;&#227;o: 60 e 58% de acetonitrile;</p><p>iii. Fluxo: 1.4 e 1.2 mL∙min<sup>−1</sup>;</p><p>O pH foi ajustado utilizando &#225;cido fosf&#243;rico (H<sub>3</sub>PO<sub>4</sub>) 85% (Qhemis, Brasil).Nas combina&#231;&#245;es ensaiadas para resolu&#231;&#227;o do teste de Youden (<xref ref-type="table" rid="table1">Table 1</xref>), os valores utilizados na valida&#231;&#227;o do m&#233;todo receberam uma letra mai&#250;scula como c&#243;digo de identifica&#231;&#227;o (A, B e C). Os valores referentes &#224;s pequenas varia&#231;&#245;es receberam como c&#243;digo uma letra min&#250;scula (a, b e c). Cada combina&#231;&#227;o (numerada de 1 a 8) recebeu uma letra para identifica&#231;&#227;o dos resultados (de s a z).</p><p>O teste de Youden permitiu analisar o efeito de cada par&#226;metro, isoladamente, na robustez do m&#233;todo. Nas equa&#231;&#245;es abaixo s&#227;o apresentados os c&#225;lculos pertinentes. Os c&#225;lculos para o efeito do pH, da composi&#231;&#227;o da fase m&#243;vel e do fluxo da fase m&#243;vel na robustez do m&#233;todo foram realizados de acordo com as seguintes equa&#231;&#245;es:</p><disp-formula id="scirp.69192-formula1199"><graphic  xlink:href="http://html.scirp.org/file/69192x14.png"  xlink:type="simple"/></disp-formula><disp-formula id="scirp.69192-formula1200"><graphic  xlink:href="http://html.scirp.org/file/69192x15.png"  xlink:type="simple"/></disp-formula><disp-formula id="scirp.69192-formula1201"><graphic  xlink:href="http://html.scirp.org/file/69192x16.png"  xlink:type="simple"/></disp-formula><p>em que: A/a, B/b e C/c s&#227;o os efeitos do pH, da composi&#231;&#227;o da fase m&#243;vel e do fluxo da fase m&#243;vel, respectivamente, na robustez do m&#233;todo. As letras de s a z identificam os resultados obtidos em cada ensaio [<xref ref-type="bibr" rid="scirp.69192-ref10">10</xref>] [<xref ref-type="bibr" rid="scirp.69192-ref11">11</xref>] .</p></sec></sec><sec id="s2_4"><title>2.4. Tratamento Dos Dados e An&#225;lise Estat&#237;stica</title><p>Todas as an&#225;lises qu&#237;micas e determina&#231;&#245;es cromatogr&#225;ficas foram realizadas em triplicata. Os resultados quantitativos foram apresentados na forma de m&#233;dia mais ou menos o erro absoluto, calculado pela equa&#231;&#227;o:</p><disp-formula id="scirp.69192-formula1202"><graphic  xlink:href="http://html.scirp.org/file/69192x17.png"  xlink:type="simple"/></disp-formula><p>em que: e &#233; o erro absoluto, t &#233; o valor de t de Student com 95% de confiabilidade (P &lt; 0.01) e 2 graus de liberdade, S &#233; o valor do desvio-padr&#227;o e n &#233; o n&#250;mero de repeti&#231;&#245;es [<xref ref-type="bibr" rid="scirp.69192-ref13">13</xref>] .</p><p>No caso das curvas anal&#237;ticas o erro foi apresentado na forma de desvio-padr&#227;o. Os cromatogramas e espectros foram apresentados ap&#243;s tratamento no software Microlab<sup>&#174;</sup> Origin<sup>&#174;</sup> vers&#227;o 8.</p><p>Quando ocorrem compara&#231;&#245;es entre resultados, utilizou-se como ferramenta estat&#237;stica o teste t de Student com 99% de confiabilidade (P &lt; 0.01) e 4 graus de liberdade [<xref ref-type="bibr" rid="scirp.69192-ref13">13</xref>] .</p></sec></sec><sec id="s3"><title>3. Resultados E Discuss&#227;o</title><sec id="s3_1"><title>3.1. Caracteriza&#231;&#227;o Dos Sedimentos</title><p>Analisando as caracter&#237;sticas dos sedimentos (<xref ref-type="table" rid="table2">Table 2</xref>), &#233; poss&#237;vel observar uma varia&#231;&#227;o das caracter&#237;sticas das amostras em fun&#231;&#227;o do uso dado ao solo.</p><table-wrap id="table1" ><label><xref ref-type="table" rid="table1">Table 1</xref></label><caption><title> Combina&#231;&#245;es ensaiadas para teste estat&#237;stico de Youden, utilizado na determina&#231;&#227;o da robustez do m&#233;todo cromatogr&#225;fico</title></caption><table><tbody><thead><tr><th align="center" valign="middle"  rowspan="2"  ></th><th align="center" valign="middle"  colspan="8"  >Combina&#231;&#245;es ensaiadas</th></tr></thead><tr><td align="center" valign="middle" >1</td><td align="center" valign="middle" >2</td><td align="center" valign="middle" >3</td><td align="center" valign="middle" >4</td><td align="center" valign="middle" >5</td><td align="center" valign="middle" >6</td><td align="center" valign="middle" >7</td><td align="center" valign="middle" >8</td></tr><tr><td align="center" valign="middle"  rowspan="2"  >pH da solu&#231;&#227;o da fase m&#243;vel</td><td align="center" valign="middle" >2</td><td align="center" valign="middle" >2.2</td><td align="center" valign="middle" >2</td><td align="center" valign="middle" >2.2</td><td align="center" valign="middle" >2</td><td align="center" valign="middle" >2.2</td><td align="center" valign="middle" >2</td><td align="center" valign="middle" >2.2</td></tr><tr><td align="center" valign="middle" >(A)</td><td align="center" valign="middle" >(a)</td><td align="center" valign="middle" >(A)</td><td align="center" valign="middle" >(a)</td><td align="center" valign="middle" >(A)</td><td align="center" valign="middle" >(a)</td><td align="center" valign="middle" >(A)</td><td align="center" valign="middle" >(a)</td></tr><tr><td align="center" valign="middle"  rowspan="2"  >Composi&#231;&#227;o da fase m&#243;vel/ % CH<sub>3</sub>CN</td><td align="center" valign="middle" >60</td><td align="center" valign="middle" >60</td><td align="center" valign="middle" >60</td><td align="center" valign="middle" >60</td><td align="center" valign="middle" >58</td><td align="center" valign="middle" >58</td><td align="center" valign="middle" >58</td><td align="center" valign="middle" >58</td></tr><tr><td align="center" valign="middle" >(B)</td><td align="center" valign="middle" >(B)</td><td align="center" valign="middle" >(B)</td><td align="center" valign="middle" >(B)</td><td align="center" valign="middle" >(b)</td><td align="center" valign="middle" >(b)</td><td align="center" valign="middle" >(b)</td><td align="center" valign="middle" >(b)</td></tr><tr><td align="center" valign="middle"  rowspan="2"  >Fluxo/mL∙min<sup>−1</sup></td><td align="center" valign="middle" >1.4</td><td align="center" valign="middle" >1.4</td><td align="center" valign="middle" >1.2</td><td align="center" valign="middle" >1.2</td><td align="center" valign="middle" >1.4</td><td align="center" valign="middle" >1.4</td><td align="center" valign="middle" >1.2</td><td align="center" valign="middle" >1.2</td></tr><tr><td align="center" valign="middle" >(C)</td><td align="center" valign="middle" >(C)</td><td align="center" valign="middle" >(c)</td><td align="center" valign="middle" >(c)</td><td align="center" valign="middle" >(C)</td><td align="center" valign="middle" >(C)</td><td align="center" valign="middle" >(c)</td><td align="center" valign="middle" >(c)</td></tr><tr><td align="center" valign="middle" >Identifica&#231;&#227;o dos resultados</td><td align="center" valign="middle" >s</td><td align="center" valign="middle" >t</td><td align="center" valign="middle" >u</td><td align="center" valign="middle" >v</td><td align="center" valign="middle" >w</td><td align="center" valign="middle" >x</td><td align="center" valign="middle" >y</td><td align="center" valign="middle" >z</td></tr></tbody></table></table-wrap><table-wrap id="table2" ><label><xref ref-type="table" rid="table2">Table 2</xref></label><caption><title> Resultados da caracteriza&#231;&#227;o qu&#237;mica e f&#237;sica das amostras de sedimentos</title></caption><table><tbody><thead><tr><th align="center" valign="middle" ></th><th align="center" valign="middle" >Zona Agr&#237;cola</th><th align="center" valign="middle" >Zona Pecu&#225;ria</th><th align="center" valign="middle" >Esta&#231;&#227;o Ecol&#243;gica</th></tr></thead><tr><td align="center" valign="middle" >Umidade/%</td><td align="center" valign="middle" >44.37 &#177; 1.43a</td><td align="center" valign="middle" >59.29 &#177; 2.18b</td><td align="center" valign="middle" >46.99 &#177; 2.70a</td></tr><tr><td align="center" valign="middle" >CTC/cmol<sub>c</sub> kg<sup>−1</sup></td><td align="center" valign="middle" >55.48 &#177; 0.03a</td><td align="center" valign="middle" >114.43 &#177; 0.00b</td><td align="center" valign="middle" >24.87 &#177; 0.01c</td></tr><tr><td align="center" valign="middle" >Mat&#233;ria org&#226;nica/%</td><td align="center" valign="middle" >10.72 &#177; 0.12a</td><td align="center" valign="middle" >16.12 &#177; 0.21b</td><td align="center" valign="middle" >8.37 &#177; 0.13a</td></tr><tr><td align="center" valign="middle" >&#193;cidos H&#250;micos/%</td><td align="center" valign="middle" >4.54 &#177; 0.00a</td><td align="center" valign="middle" >3.50 &#177; 0.00a</td><td align="center" valign="middle" >4.00 &#177; 0.00a</td></tr><tr><td align="center" valign="middle" >Granulometria:</td><td align="center" valign="middle" ></td><td align="center" valign="middle" ></td><td align="center" valign="middle" ></td></tr><tr><td align="center" valign="middle" >Argila/%</td><td align="center" valign="middle" >27.50</td><td align="center" valign="middle" >35.00</td><td align="center" valign="middle" >13.20</td></tr><tr><td align="center" valign="middle" >Silte/%</td><td align="center" valign="middle" >17.50</td><td align="center" valign="middle" >45.20</td><td align="center" valign="middle" >11.10</td></tr><tr><td align="center" valign="middle" >Areia Fina/%</td><td align="center" valign="middle" >27.00</td><td align="center" valign="middle" >13.00</td><td align="center" valign="middle" >35.70</td></tr><tr><td align="center" valign="middle" >Areia M&#233;dia/%</td><td align="center" valign="middle" >27.10</td><td align="center" valign="middle" >6.80</td><td align="center" valign="middle" >37.70</td></tr><tr><td align="center" valign="middle" >Areia Grossa/%</td><td align="center" valign="middle" >0.90</td><td align="center" valign="middle" >0.20</td><td align="center" valign="middle" >2.30</td></tr><tr><td align="center" valign="middle" >Pedregulho/%</td><td align="center" valign="middle" >0.00</td><td align="center" valign="middle" >0.00</td><td align="center" valign="middle" >0.00</td></tr><tr><td align="center" valign="middle" >Classe textural:</td><td align="center" valign="middle" >Franco argilo arenoso</td><td align="center" valign="middle" >Franco argilo siltoso</td><td align="center" valign="middle" >Franco arenoso</td></tr></tbody></table></table-wrap><p>Resultados na mesma linha se uidos pela mesma letra na o apresentam diferenc as significativas de acordo com teste t de studentem P &lt; 0.01.</p><p>Comparando os teores de mat&#233;ria org&#226;nica (MO), os sedimentos da amostra Zona Pecu&#225;ria apresentaram diferen&#231;a significativa se comparados &#224;s demais amostras (teste t de Student, P &lt; 0.01 e 4 graus de liberdade): aproximadamente 60% de diferen&#231;a em compara&#231;&#227;o &#224; amostra Zona Agr&#237;cola e 100% para amostra Esta&#231;&#227;o Ecol&#243;gica.</p><p>A amostra Esta&#231;&#227;o Ecol&#243;gica apresentou um teor menor de mat&#233;ria org&#226;nica (8.37%), por&#233;m esta diferen&#231;a &#233; insignificante se comparado ao teor da amostra Zona Agr&#237;cola (10.72%). Dentre as fun&#231;&#245;es da mat&#233;ria org&#226;nica est&#225; a capacidade de reten&#231;&#227;o de compostos org&#226;nicos nos solos e sedimentos, o que pode interferir, principalmente, na recupera&#231;&#227;o do m&#233;todo.</p><p>Analisando os teores dos &#225;cidos h&#250;micos, nenhuma amostra apresentou diferen&#231;a significativa na compara&#231;&#227;o entre as tr&#234;s amostras de sedimento analisadas (teste t de Student, P &lt; 0.01 e 4 graus de liberdade).</p><p>Analisando os resultados da capacidade de troca cati&#244;nica (CTC), todas as amostras apresentaram diferen&#231;as significativas (teste t de Student, P &lt; 0.01 e 4 graus de liberdade). Na compara&#231;&#227;o entre as amostras Zona Pecu&#225;ria e as demais os valores obtidos foram bastante elevados, aproximadamente 100% de diferen&#231;a em compara&#231;&#227;o a amostra Zona Agr&#237;cola e 300% para amostra Esta&#231;&#227;o Ecol&#243;gica. Os sedimentos da Esta&#231;&#227;o Ecol&#243;gica apresentaram menor CTC (24.87 cmol<sub>c</sub> kg<sup>−1</sup>). A capacidade de troca cati&#244;nica &#233; um par&#226;metro relevante que pode influenciar na adsor&#231;&#227;o dos compostos org&#226;nicos. Quanto maior a quantidade de compostos adsorvidos, menor quantidade permanecer&#225; livre em solu&#231;&#227;o, o que poder&#225; dificultar a determina&#231;&#227;o, influenciando na valida&#231;&#227;o do m&#233;todo [<xref ref-type="bibr" rid="scirp.69192-ref16">16</xref>] [<xref ref-type="bibr" rid="scirp.69192-ref17">17</xref>] .</p><p>A classe textural dos sedimentos foi determinada via an&#225;lise granulom&#233;trica. Os sedimentos analisados apresentaram diferentes percentuais de gr&#227;os. As amostras Zona Agr&#237;cola e Esta&#231;&#227;o Ecol&#243;gica apresentaram um maior teor de areia (55 e 75.7%, respectivamente). A amostra Zona Pecu&#225;ria foi a que apresentou um maior percentual de argila (35%) e silte (45.20%). O di&#226;metro das part&#237;culas est&#225; relacionado a sua &#225;rea superficial. Part&#237;culas menores (por exemplo, argila e silte) possuem maior &#225;rea superficial e, com isso, a reten&#231;&#227;o de compostos org&#226;nicos e inorg&#226;nicos &#233; mais intensa. Uma vez retidos, os compostos podem sofrer transforma&#231;&#227;o (oxida&#231;&#227;o ou redu&#231;&#227;o), interferindo em sua detec&#231;&#227;o, prejudicando o ensaio que se deseja realizar [<xref ref-type="bibr" rid="scirp.69192-ref18">18</xref>] [<xref ref-type="bibr" rid="scirp.69192-ref19">19</xref>] .</p></sec><sec id="s3_2"><title>3.2. Valida&#231;&#227;o Do M&#233;todo Cromatogr&#225;fico</title><sec id="s3_2_1"><title>3.2.1. Seletividade</title><p>Os ensaios para obten&#231;&#227;o da seletividade do m&#233;todo iniciaram-se com o registro do espectro na regi&#227;o do ultravioleta-vis&#237;vel (<xref ref-type="fig" rid="fig3">Figure 3</xref>). O comprimento de onda de 235 nm foi o que apresentou maior absor&#231;&#227;o da radia&#231;&#227;o, logo este valor foi utilizado na calibra&#231;&#227;o do detector UV do cromat&#243;grafo.</p><fig id="fig3"  position="float"><label><xref ref-type="fig" rid="fig3">Figure 3</xref></label><caption><title> Espectro de UV-Vis do herbicida etilclorimuron 1 mg∙L<sup>−1</sup></title></caption><graphic mimetype="image"   position="float"  xlink:type="simple"  xlink:href="http://html.scirp.org/file/69192x18.png"/></fig><p>Analisou-se a presen&#231;a de picos cromatogr&#225;ficos com tempos iguais nos cromatogramas do padr&#227;o anal&#237;tico (herbicida etilclorimuron) (<xref ref-type="fig" rid="fig4">Figure 4</xref>) e dos tr&#234;s sedimentos em an&#225;lise (<xref ref-type="fig" rid="fig5">Figure 5</xref>). Observando os resultados obtidos, a reten&#231;&#227;o do analito deu-se at&#233; os 2.91 minutos da determina&#231;&#227;o cromatogr&#225;fica. &#201; poss&#237;vel observar que, no tempo de reten&#231;&#227;o do analito de interesse, n&#227;o foram detectados outros picos cromatogr&#225;ficos com tempos de reten&#231;&#227;o coincidentes entre a matriz e o herbicida etilclorimuron. A composi&#231;&#227;o dos sedimentos n&#227;o apresentou influ&#234;ncia na seletividade do m&#233;todo. O fluxo elevado (1.4 mL∙min<sup>−1</sup>) juntamente com a alta polaridade da fase m&#243;vel permitiu a aglomera&#231;&#227;o dos picos cromatogr&#225;ficos referentes &#224; matriz anal&#237;tica nos primeiros instantes da separa&#231;&#227;o cromatogr&#225;fica, permitindo a detec&#231;&#227;o do herbicida sem interferentes. Assim, garante-se a seletividade do m&#233;todo [<xref ref-type="bibr" rid="scirp.69192-ref7">7</xref>] .</p></sec><sec id="s3_2_2"><title>3.2.2. Linearidade</title><p>Para determina&#231;&#227;o da linearidade, utilizaram-se solu&#231;&#245;es do herbicida com concentra&#231;&#245;es variando de 0.1 a 1000.0 μg∙L<sup>−1</sup>. Os picos cromatogr&#225;ficos s&#243; foram obtidos e quantificados a partir de 5.0 μg∙L<sup>−1</sup>. Neste sentido, a faixa de trabalho atendida pelo m&#233;todo abrangeu o intervalo entre 5.0 e 1000.0 μg∙L<sup>−1</sup>.</p><p><xref ref-type="table" rid="table3">Table 3</xref> apresenta as curvas anal&#237;ticas e seus par&#226;metros lineares para a faixa de trabalho (FL<sub>i</sub>) e duas faixas lineares (FL<sub>iiA</sub> e FL<sub>iiB</sub>) (<xref ref-type="table" rid="table3">Table 3</xref>).</p><p>A faixa de trabalho (FL<sub>i</sub>) correspondeu ao intervalo entre a menor concentra&#231;&#227;o determinada pelo m&#233;todo e a maior analisada (5.0 a 1000.0 μg∙L<sup>−1</sup>). A primeira faixa linear atendeu ao intervalo de 5.0 a 250.0 μg∙L<sup>−1</sup> (FL<sub>iiA</sub>) e a segunda faixa de 250.0 a 1000.0 μg∙L<sup>−1</sup> (FL<sub>iiB</sub>).</p><p>Em fun&#231;&#227;o dos valores mais adequados de r, LOD e LOQ, optou-se por trabalhar com duas faixas lineares. A escolha da equa&#231;&#227;o da reta para os c&#225;lculo da concentra&#231;&#227;o deu-se pela &#225;rea do pico cromatogr&#225;fico. Picos com &#225;rea de at&#233; 20,324.33 foramtratadas por meio da equa&#231;&#227;o da reta da faixa linear FL<sub>iiA</sub>. Acima deste valor deve-se a equa&#231;&#227;o da reta referente &#224; faixa linear FL<sub>iiB</sub>.</p><p>N&#227;o foram calculados os valores de sensibilidade, LOD e LOQ para a faixa linear FL<sub>iiB</sub> pois as concentra&#231;&#245;es analisadas n&#227;o se encontram no limite inferior da curva anal&#237;tica, aos quais estes par&#226;metros s&#227;o inerentes.</p><p>Analisando os coeficientes de correla&#231;&#227;o linear (r), todos os resultados est&#227;o de acordo com os valores orientados. Um coeficiente de correla&#231;&#227;o maior que 0.999 &#233; considerado uma evid&#234;ncia de um ajuste ideal dos dados para uma regress&#227;o linear. Para a ANVISA, a correla&#231;&#227;o m&#237;nima aceit&#225;vel deve ser igual ou superior a 0.99. Para o INMETRO esse valor &#233; de 0.9 [<xref ref-type="bibr" rid="scirp.69192-ref10">10</xref>] [<xref ref-type="bibr" rid="scirp.69192-ref11">11</xref>] .</p><fig id="fig4"  position="float"><label><xref ref-type="fig" rid="fig4">Figure 4</xref></label><caption><title> Cromatograma do herbicida etilclorimuron 1.0 mg∙L<sup>−1</sup> obtido por HPLC-UV</title></caption><graphic mimetype="image"   position="float"  xlink:type="simple"  xlink:href="http://html.scirp.org/file/69192x19.png"/></fig><fig id="fig5"  position="float"><label><xref ref-type="fig" rid="fig5">Figure 5</xref></label><caption><title> Cromatogramas dos extratos dos sedimentos em acetonitrila obtidos por HPLC-UV</title></caption><graphic mimetype="image"   position="float"  xlink:type="simple"  xlink:href="http://html.scirp.org/file/69192x20.png"/></fig><table-wrap id="table3" ><label><xref ref-type="table" rid="table3">Table 3</xref></label><caption><title> Resultados obtidos na valida&#231;&#227;o do m&#233;todo cromatogr&#225;fico para os par&#226;metros: linearidade, sensibilidade, limites de detec&#231;&#227;o e de quantifica&#231;&#227;o</title></caption><table><tbody><thead><tr><th align="center" valign="middle" ></th><th align="center" valign="middle" >FL<sub>i</sub></th><th align="center" valign="middle" >FL<sub>iiA</sub></th><th align="center" valign="middle" >FL<sub>iiB</sub></th></tr></thead><tr><td align="center" valign="middle" >Equa&#231;&#227;o da Reta <inline-formula><inline-graphic xlink:href="http://html.scirp.org/file/69192x21.png" xlink:type="simple"/></inline-formula></td><td align="center" valign="middle" ><inline-formula><inline-graphic xlink:href="http://html.scirp.org/file/69192x22.png" xlink:type="simple"/></inline-formula></td><td align="center" valign="middle" ><inline-formula><inline-graphic xlink:href="http://html.scirp.org/file/69192x23.png" xlink:type="simple"/></inline-formula></td><td align="center" valign="middle" ><inline-formula><inline-graphic xlink:href="http://html.scirp.org/file/69192x24.png" xlink:type="simple"/></inline-formula></td></tr><tr><td align="center" valign="middle" >Intervalo de Concentra&#231;&#245;es/μg∙L<sup>−1</sup></td><td align="center" valign="middle" >5.0 ≤ FL<sub>i</sub> ≤ 1000.0</td><td align="center" valign="middle" >5.0 ≤ FL<sub>iiA</sub> &lt; 250.0</td><td align="center" valign="middle" >250.0 ≤ FL<sub>iiB</sub> ≤ 1000.0</td></tr><tr><td align="center" valign="middle" >Intervalo de &#193;reas dos Picos</td><td align="center" valign="middle" >-</td><td align="center" valign="middle" >At&#233; 20324.33</td><td align="center" valign="middle" >A partir de 20324.33</td></tr><tr><td align="center" valign="middle" >Coeficientes de correla&#231;&#227;o linear (r)</td><td align="center" valign="middle" >0.9990</td><td align="center" valign="middle" >0.9988</td><td align="center" valign="middle" >0.9972</td></tr><tr><td align="center" valign="middle" >a</td><td align="center" valign="middle" >56.2179</td><td align="center" valign="middle" >96.4999</td><td align="center" valign="middle" >52.5532</td></tr><tr><td align="center" valign="middle" >S<sub>a</sub></td><td align="center" valign="middle" >1.2663</td><td align="center" valign="middle" >2.6868</td><td align="center" valign="middle" >2.7696</td></tr><tr><td align="center" valign="middle" >b</td><td align="center" valign="middle" >2245.0814</td><td align="center" valign="middle" >289.6823</td><td align="center" valign="middle" >6827.1895</td></tr><tr><td align="center" valign="middle" >S<sub>b</sub></td><td align="center" valign="middle" >1020.4596</td><td align="center" valign="middle" >284.4876</td><td align="center" valign="middle" >2745.0541</td></tr><tr><td align="center" valign="middle" >Sensibilidade</td><td align="center" valign="middle" >56.2179 &#177; 1.2663</td><td align="center" valign="middle" >96.4999 &#177; 2.6868</td><td align="center" valign="middle" >-</td></tr><tr><td align="center" valign="middle" >LOD/μg∙L<sup>−1</sup></td><td align="center" valign="middle" >54.4556</td><td align="center" valign="middle" >8.8442</td><td align="center" valign="middle" >-</td></tr><tr><td align="center" valign="middle" >LOQ/μg∙L<sup>−1</sup></td><td align="center" valign="middle" >181.5187</td><td align="center" valign="middle" >29.4809</td><td align="center" valign="middle" >-</td></tr></tbody></table></table-wrap></sec><sec id="s3_2_3"><title>3.2.3. Sensibilidade</title><p>Analisando o coeficiente de varia&#231;&#227;o angular (valor de a da curva anal&#237;tica) das retas obtidas (<xref ref-type="table" rid="table3">Table 3</xref>), a faixa linear FL<sub>iiA</sub> &#233; a que apresenta uma maior sensibilidade. Comparando com a faixa linear FL<sub>i</sub>, este valor &#233; bastante significativo. A diferen&#231;a na sensibilidade entre estas duas faixas lineares &#233; de aproximadamente 41.74%. O INMETRO n&#227;o orienta um valor para a sensibilidade do m&#233;todo.</p><p>Considerando ser relevante uma sensibilidade alta para as concentra&#231;&#245;es baixas (mais dif&#237;ceis de serem detectadas) &#233; justific&#225;vel a utiliza&#231;&#227;o de duas faixas lineares ao inv&#233;s de apenas uma.</p></sec><sec id="s3_2_4"><title>3.2.4. Limite De Detec&#231;&#227;o (LOD) e Limite de Quantifica&#231;&#227;o (LOQ)</title><p>Os limites de detec&#231;&#227;o (LOD) e de quantifica&#231;&#227;o (LOQ) foram determinados via curva anal&#237;tica, considerando as duas faixas lineares. Analisando os valores obtidos (<xref ref-type="table" rid="table3">Table 3</xref>), os valores de LOD e LOQ s&#227;o significativamente inferiores quando a faixa de trabalho &#233; dividida em duas faixas lineares.</p><p>O valor do LOD da faixa FL<sub>iiA </sub>&#233; aproximadamente 575% menor que aquele limite em FL<sub>i</sub>. Para o LOQ esta diferen&#231;a &#233; de 517%. Esta consider&#225;vel diferen&#231;a &#233; mais uma evid&#234;ncia para a utiliza&#231;&#227;o de duas faixas lineares. Nestas an&#225;lises, a faixa linear FL<sub>iiB</sub> foi desconsiderada por n&#227;o contemplar as concentra&#231;&#245;es mais baixas distribu&#237;das ao longo da faixa de trabalho.</p><p>Os documentos do INMETRO e da ANVISA n&#227;o contemplam um valor a se validar para estes par&#226;metros. Tratando-se de pesticidas ou outras mol&#233;culas com a&#231;&#227;o danosa ao homem ou ao meio ambiente, s&#227;o as ag&#234;ncias e autarquias p&#250;blicas de regulamenta&#231;&#227;o ambientais que determinam estes par&#226;metros como Valor M&#225;ximo Permitido (VMP), e cabe aos m&#233;todos anal&#237;ticos validarem seus LOD e LOQ atendendo a esta exig&#234;ncia, normalmente imposta por &#243;rg&#227;os e autarquias ambientais. No caso do etilclorimuron, n&#227;o existem VMPs associado a este herbicida.</p></sec><sec id="s3_2_5"><title>3.2.5. Recupera&#231;&#227;o Do m&#233;Todo―Exatid&#227;o</title><p>Os ensaios de recupera&#231;&#227;o foram realizados a fim de contemplar a recomenda&#231;&#227;o do INMETRO. Os valores obtidos (<xref ref-type="table" rid="table4">Table 4</xref>) indicaram que, quanto maior a concentra&#231;&#227;o anal&#237;tica analisada, menor foi o efeito da matriz. Isso fez com que a recupera&#231;&#227;o fosse maior nos ensaios com concentra&#231;&#245;es elevadas.</p><p>Considerando que a recupera&#231;&#227;o &#233; um ensaio quantitativo, a concentra&#231;&#227;o anal&#237;tica de 10.0 μg∙L<sup>−1</sup> encontra-se abaixo do LOQ (29.48 μg∙L<sup>−1</sup>), logo se justifica a dificuldade do m&#233;todo em obter um percentual de recupera&#231;&#227;o consider&#225;vel, pr&#243;ximo a 100%.</p><p>Comparando os percentuais de recupera&#231;&#227;o obtidos e seus respectivos erros absolutos, houve diferen&#231;a significativa apenas ao comparar as concentra&#231;&#245;es anal&#237;ticas analisadas em 1000.0 e 100.0 μg∙L<sup>−1</sup> na amostra Zona Agr&#237;cola (aproximadamente 72% de diferen&#231;a). Nas demais amostras analisadas, tais compara&#231;&#245;es n&#227;o excederam 20% de diferen&#231;a. Esta diferen&#231;a pode estar sendo influenciada pela composi&#231;&#227;o qu&#237;mica dos sedimentos. O INMETRO n&#227;o contempla um valor orientativo para os ensaios de recupera&#231;&#227;o.</p><table-wrap id="table4" ><label><xref ref-type="table" rid="table4">Table 4</xref></label><caption><title> Resultados obtidos na valida&#231;&#227;o do m&#233;todo cromatogr&#225;fico para os par&#226;metros: recupera&#231;&#227;o-exatid&#227;o e precis&#227;o</title></caption><table><tbody><thead><tr><th align="center" valign="middle" ></th><th align="center" valign="middle" >Concentra&#231;&#227;o/μg∙L<sup>−1</sup></th><th align="center" valign="middle" >Recupera&#231;&#227;o-Exatid&#227;o/%</th><th align="center" valign="middle" >Precis&#227;o/%</th></tr></thead><tr><td align="center" valign="middle"  rowspan="3"  >Zona Agr&#237;cola</td><td align="center" valign="middle" >1000</td><td align="center" valign="middle" >133.33 &#177; 0.66</td><td align="center" valign="middle" >0.49</td></tr><tr><td align="center" valign="middle" >100</td><td align="center" valign="middle" >77.15 &#177; 6.04</td><td align="center" valign="middle" >7.83</td></tr><tr><td align="center" valign="middle" >10</td><td align="center" valign="middle" >54.26 &#177; 1.23</td><td align="center" valign="middle" >2.26</td></tr><tr><td align="center" valign="middle"  rowspan="3"  >Zona Pecu&#225;ria</td><td align="center" valign="middle" >1000</td><td align="center" valign="middle" >97.58 &#177; 5.74</td><td align="center" valign="middle" >5.88</td></tr><tr><td align="center" valign="middle" >100</td><td align="center" valign="middle" >82.59 &#177; 4.45</td><td align="center" valign="middle" >5.39</td></tr><tr><td align="center" valign="middle" >10</td><td align="center" valign="middle" >58.79 &#177; 2.66</td><td align="center" valign="middle" >4.53</td></tr><tr><td align="center" valign="middle"  rowspan="3"  >Esta&#231;&#227;o Ecol&#243;gica</td><td align="center" valign="middle" >1000</td><td align="center" valign="middle" >94.98 &#177; 7.97</td><td align="center" valign="middle" >8.4</td></tr><tr><td align="center" valign="middle" >100</td><td align="center" valign="middle" >84.84 &#177; 1.01</td><td align="center" valign="middle" >1.19</td></tr><tr><td align="center" valign="middle" >10</td><td align="center" valign="middle" >71.05 &#177; 0.65</td><td align="center" valign="middle" >0.92</td></tr></tbody></table></table-wrap><p>Mesmo possuindo composi&#231;&#245;es diferentes, os sedimentos influenciaram pouco na recupera&#231;&#227;o. Como o tempo de contato foi de 30 minutos, possivelmente n&#227;o ocorreram processos sortivos ou de degrada&#231;&#227;o significativos, a ponto de interferir nos resultados.</p><p>De acordo com a ANVISA, um m&#233;todo &#233; considerado exato se este possuir uma recupera&#231;&#227;o entre 80 e 120% da concentra&#231;&#227;o anal&#237;tica inicial. O m&#233;todo proposto atendeu &#224; esta considera&#231;&#227;o em quase todas as situa&#231;&#245;es (<xref ref-type="table" rid="table5">Table 5</xref>). Os valores obtidos para a concentra&#231;&#227;o de 10.0 μg∙L<sup>−1</sup> n&#227;o foram validados pois apresentaram valores abaixo de 80%, valor m&#237;nimo aceit&#225;vel. Al&#233;m disso, a concentra&#231;&#227;o de 10.0 μg∙L<sup>−1</sup> est&#225; abaixo do limite de quantifica&#231;&#227;o, justificando a dificuldade do m&#233;todo em quantificar o analito nestas condi&#231;&#245;es.</p><p>A amostra Zona Agr&#237;cola, na concentra&#231;&#227;o de 1000.0 μg∙L<sup>−1</sup>, apresentou uma recupera&#231;&#227;o de 133.33%, aproximadamente 13% acima do permitido. A dificuldade do m&#233;todo em recuperar a concentra&#231;&#227;o exata pode- estar relacionada a superdosagem do herbicida etilclorimuron, a qual pode causar uma pertuba&#231;&#227;o no sistema e detec&#231;&#227;o cromatogr&#225;fica.</p></sec><sec id="s3_2_6"><title>3.2.6. Precis&#227;o</title><p>A precis&#227;o foi calculada a partir dos resultados obtidos na recupera&#231;&#227;o do m&#233;todo (<xref ref-type="table" rid="table4">Table 4</xref>), por meio do c&#225;lculo do coeficiente de varia&#231;&#227;o. De acordo com as recomenda&#231;&#245;es da ANVISA, n&#227;o s&#227;o admitidos coeficientes de varia&#231;&#227;o acima de 15%. Para o INMETRO, os coeficientes de varia&#231;&#227;o m&#225;ximos permitidos s&#227;o dados em fun&#231;&#227;o de cada concentra&#231;&#227;o analisada. Para as concentra&#231;&#245;es de 1000.0, 100.0 e 10.0 μg∙L<sup>−1</sup> estes valores s&#227;o 16, 23 e 32%, respectivamente. Assim, os valores obtidos foram validados de acordo com as recomenda&#231;&#245;es da ANVISA e do INMETRO, para todas as amostras de sedimentos e em todas as concentra&#231;&#245;es estudadas.</p></sec><sec id="s3_2_7"><title>3.2.7. Robustez</title><p>A robustez do m&#233;todo foi analisada aplicando pequenas altera&#231;&#245;es nos par&#226;metros cromatogr&#225;ficos em valida&#231;&#227;o. Estas varia&#231;&#245;es implicaram em altera&#231;&#245;es nas &#225;reas dos picos cromatogr&#225;ficos e no tempo de reten&#231;&#227;o do herbicida etilclorimuron. Devido &#224; rela&#231;&#227;o linear que existe entre as &#225;reas dos picos e a concentra&#231;&#227;o anal&#237;tica, a concentra&#231;&#227;o inicial (100.0 μg∙L<sup>−1</sup>) foi quantificada com diferentes valores.</p><p>Analisando os resultados obtidos (<xref ref-type="table" rid="table5">Table 5</xref>), a diminui&#231;&#227;o no fluxo da fase m&#243;vel causou um acr&#233;scimo de aproximadamente 1 minuto em quase todos os ensaios. O aumento no tempo de reten&#231;&#227;o foi ainda mais significativo nas combina&#231;&#245;es em que ocorreu a diminui&#231;&#227;o no percentual de solvente na fase m&#243;vel. Possivelmente o aumento do percentual da solu&#231;&#227;o (H<sub>2</sub>O + H<sub>3</sub>PO<sub>4</sub> 0.1%) na composi&#231;&#227;o da fase m&#243;vel aumentou a intera&#231;&#227;o entre o analito e a fase estacion&#225;ria da coluna cromatogr&#225;fica, aumentando a solubilidade do analito no leito da coluna cromatogr&#225;fica, fazendo com que este ficasse retido por mais tempo [<xref ref-type="bibr" rid="scirp.69192-ref7">7</xref>] .</p><p>As varia&#231;&#245;es de pH interferiram com menor intensidade na detec&#231;&#227;o do herbicida, possivelmente relacionado &#224; sua alta solubilidade em solvente org&#226;nico.</p><p>Aos valores apresentados na <xref ref-type="table" rid="table5">Table 5</xref> aplicou-se o teste de Youden para o c&#225;lculo da robustez. O m&#233;todo mostrou-se mais robusto para as pequenas varia&#231;&#245;es do pH da solu&#231;&#227;o que comp&#245;em a fase m&#243;vel (A/a = 0.92), alterando irrisoriamente os resultados, seguido pelo fluxo (C/c = 7.20) e, por &#250;ltimo, a composi&#231;&#227;o da fase m&#243;vel (B/b = 14.86).</p><table-wrap id="table5" ><label><xref ref-type="table" rid="table5">Table 5</xref></label><caption><title> Resultados obtidos na valida&#231;&#227;o do m&#233;todo cromatogr&#225;fico para o par&#226;metro robustez</title></caption><table><tbody><thead><tr><th align="center" valign="middle"  rowspan="2"  >Ensaios</th><th align="center" valign="middle"  colspan="3"  >Par&#226;metros Cromatogr&#225;ficos Analisados</th><th align="center" valign="middle"  rowspan="2"  >Concentra&#231;&#227;o Detectada/μg∙L<sup>−1</sup></th><th align="center" valign="middle"  rowspan="2"  >Tempo deReten&#231;&#227;o/min</th></tr></thead><tr><td align="center" valign="middle" >pH</td><td align="center" valign="middle" >Composi&#231;&#227;o/% CH<sub>3</sub>CN</td><td align="center" valign="middle" >Fluxo/mL∙min<sup>−1</sup></td></tr><tr><td align="center" valign="middle" >1</td><td align="center" valign="middle" >2</td><td align="center" valign="middle" >60</td><td align="center" valign="middle" >1.4</td><td align="center" valign="middle" >103.99 &#177; 2.54</td><td align="center" valign="middle" >3.22 &#177; 0.01</td></tr><tr><td align="center" valign="middle" >2</td><td align="center" valign="middle" >2.2</td><td align="center" valign="middle" >60</td><td align="center" valign="middle" >1.4</td><td align="center" valign="middle" >103.38 &#177; 3.71</td><td align="center" valign="middle" >3.25 &#177; 0.01</td></tr><tr><td align="center" valign="middle" >3</td><td align="center" valign="middle" >2</td><td align="center" valign="middle" >60</td><td align="center" valign="middle" >1.2</td><td align="center" valign="middle" >104.37 &#177; 0.85</td><td align="center" valign="middle" >3.76 &#177; 0.02</td></tr><tr><td align="center" valign="middle" >4</td><td align="center" valign="middle" >2.2</td><td align="center" valign="middle" >60</td><td align="center" valign="middle" >1.2</td><td align="center" valign="middle" >112.94 &#177; 7.55</td><td align="center" valign="middle" >3.78 &#177; 0.01</td></tr><tr><td align="center" valign="middle" >5</td><td align="center" valign="middle" >2</td><td align="center" valign="middle" >58</td><td align="center" valign="middle" >1.4</td><td align="center" valign="middle" >120.82 &#177; 2.72</td><td align="center" valign="middle" >3.65 &#177; 0.01</td></tr><tr><td align="center" valign="middle" >6</td><td align="center" valign="middle" >2.2</td><td align="center" valign="middle" >58</td><td align="center" valign="middle" >1.4</td><td align="center" valign="middle" >111.82 &#177; 0.89</td><td align="center" valign="middle" >3.60 &#177; 0.01</td></tr><tr><td align="center" valign="middle" >7</td><td align="center" valign="middle" >2</td><td align="center" valign="middle" >58</td><td align="center" valign="middle" >1.2</td><td align="center" valign="middle" >127.08 &#177; 5.42</td><td align="center" valign="middle" >4.25 &#177; 0.00</td></tr><tr><td align="center" valign="middle" >8</td><td align="center" valign="middle" >2.2</td><td align="center" valign="middle" >58</td><td align="center" valign="middle" >1.2</td><td align="center" valign="middle" >124.42 &#177; 0.71</td><td align="center" valign="middle" >4.22 &#177; 0.01</td></tr></tbody></table></table-wrap></sec></sec></sec><sec id="s4"><title>4. Conclus&#245;es</title><p>Nos par&#226;metros e condi&#231;&#245;es descritas, o m&#233;todo cromatogr&#225;fico para a determina&#231;&#227;o do herbicida etilclorimuron em sedimentos mostrou-se eficaz. Os par&#226;metros cromatogr&#225;ficos validados permitirama determina&#231;&#227;o do analito de interesse com pouca interfer&#234;ncia da matriz. Os resultados foram validados para a linearidade no intervalo de 5.0 a 1000.0 μg∙L<sup>−1</sup>, com boa sensibilidade e baixos LOD e LOQ. Al&#233;m disso, o m&#233;todo mostrou-se robusto para os par&#226;metros analisados: pH, composi&#231;&#227;o e fluxo, todos relacionados &#224; fase m&#243;vel. Nos ensaios de recupera&#231;&#227;o com concentra&#231;&#245;es acima do LOQ, os valores obtidos foram quase sempre exatos e precisos, com pouca interfer&#234;ncia da matriz.</p><p>Assim, considera-se o m&#233;todo cromatogr&#225;fico proposto adequado para an&#225;lise do herbicida etilclorimuron em sedimentos, uma vez que se adequou aos documentos normativos e orientativos do INMETRO e ANVISA e, quando cab&#237;vel de valores orientativos, os resultados obtidos se encontram em concord&#226;ncia.</p></sec><sec id="s5"><title>Agradecimentos</title><p>&#192; Coordena&#231;&#227;o de Aperfei&#231;oamento de Pessoal de N&#237;vel Superior (CAPES) pela bolsa concedida a Nunes R.R., ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&#237;fico e Tecnol&#243;gico (CNPq)pelo apoio financeiro e ao professor Dr. Lu&#237;s C&#233;sar Schiesari (EACH-USP) por ceder as amostras de sedimentos utilizadas neste estudo.</p></sec><sec id="s6"><title>Cite this paper</title><p>Ramom Rachide Nunes,Bruno Henrique Froes Santos,Maria Ol&#237;mpia de Oliveira Rezende, (2016) Analytical Procedures and Method Validation for Determination of Chlorimuron Ethyl in Sediments. Open Access Library Journal,03,1-12. doi: 10.4236/oalib.1102398</p></sec><sec id="s7"><title>NOTES</title></sec></body><back><ref-list><title>References</title><ref id="scirp.69192-ref1"><label>1</label><mixed-citation publication-type="other" xlink:type="simple">Baird, C. (2008) Environmental Chemistry. Freeman, New York.</mixed-citation></ref><ref id="scirp.69192-ref2"><label>2</label><mixed-citation publication-type="other" xlink:type="simple">US-EPA—United States Environmental Protection Agency (2005) Citizen’s Guide to Pest Control and Pesticide Safety. EPA, Washington.</mixed-citation></ref><ref id="scirp.69192-ref3"><label>3</label><mixed-citation publication-type="other" xlink:type="simple">Oliveira Junior, R.S., Constantin, J. and Inoue, M.H. (2011) Biologia e manejo de plantas daninhas. Omnipax, Curitiba.</mixed-citation></ref><ref id="scirp.69192-ref4"><label>4</label><mixed-citation publication-type="other" xlink:type="simple">Hay, J.V. 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